9 de maio de 2015 – Agadir – Costa Atlântica de Marrocos – Saímos cedo do nosso velho conhecido, o Hotel Toulousian, em Marrakech. Azar com o ônibus da Supratours; o das 10h30 estava lotado, então tivemos que esperar o das 12h30. Uma viagem tranquila de quatro horas pela autoestrada. Ao chegarmos à rodoviária, …
9 de maio de 2015 – Agadir – Costa Atlântica de Marrocos – Saímos cedo do nosso velho conhecido, o Hotel Toulousian, em Marrakech. Azar com o ônibus da Supratours; o das 10h30 estava lotado, então tivemos que esperar o das 12h30. Uma viagem tranquila de quatro horas pela autoestrada. Ao chegarmos à rodoviária, deixamos um taxista nos cobrar alguns dirhams a mais e logo chegamos ao hotel Studiotel Afoud. Outra ótima escolha: por €30, conseguimos um apartamento com varanda, cozinha, banheiro com bidê e tudo mais. Eles até lavam a louça que usamos. A internet funciona e a TV tem quase mil canais, embora não entendamos uma palavra de nenhum deles. Aproveitando a cozinha, fizemos macarrão caseiro com atum e cogumelos. Em uma lojinha escondida atrás de uma vitrine cheia de papel higiênico, compramos cerveja Flag, muito boa, a um preço razoável: €1,00 a garrafinha. Fim do dia, com a barriga cheia.
10 de maio de 2015 – Agadir – Passeios pela praia e um corte de barba e bigode em uma barbearia um pouco afastada do centro foram as principais atividades. Jantamos pizza e cerveja em uma mesa na calçada. Restaurante agradável, comemos bem, recomendamos: Little Italy, na Avenida Hassan II, em frente à grande Praça Amal. A depravação em Agadir é total. Bebidas alcoólicas à vista de todas as famílias muçulmanas que passam por ali. Uma decadência. Falando em comida, o café da manhã do hotel é farto e está incluído na diária do apartamento. Outro ponto positivo para o Studiotel Afoud.
11 de maio de 2015 – Alugamos duas bicicletas no calçadão da orla. Negociamos um pouco, com algum sucesso. Fomos até a marina no extremo oeste da praia e, como tínhamos tempo, até o extremo oposto, onde ficam os hotéis de luxo. À tarde, como estávamos precisando de exercício, caminhamos até o terminal de ônibus. Três quilômetros ou mais de subida sob o sol escaldante. Coisas bobas que nos vêm à cabeça com frequência. Compramos passagens para amanhã, destino: Taroudant. Três quilômetros de volta, desta vez descendo, e com o sol um pouco mais ameno. Caminhamos uns quatro quarteirões para comprar cerveja e mais quatro até o hotel. Como a cerveja é deliciosa… Na varanda. Estou saindo. O muezim está chamando para a oração. Ainda bem que tem uma placa na mesa da TV com a direção de Meca, assim podemos rezar virados para o lado certo. Inshallah, ou algo parecido.
12 de maio de 2015 – Agadir e Taroudant – Hoje, às nove, pegamos um ônibus para Taroudant. Cerca de duas horas depois, uma onda de calor assustadora nos recebeu no ponto de ônibus. O ponto de ônibus era um vasto deserto asfaltado, onde só prosperam “grands táxis” e sujeira. Caminhamos até a praça principal, parando em um dos souks para aproveitar a sombra. Finalmente, do outro lado da praça, nos acomodamos em um bar e, sob a sombra do toldo, nos hidratamos com água e chá de menta. Nada para ver, exceto os coloridos caftãs das mulheres. Reunimos coragem e caminhamos até a kasbah. Nada para ver, nem mesmo os coloridos caftãs. Sentamos em outro bar e bebemos mais água. Voltamos à praça, parando no Grande Souk, onde comprei um autêntico chapéu marroquino feito na China por €5. No terceiro bar, bebemos alguns litros de água. Nada para ver, exceto os coloridos caftãs das mulheres. Às 16h30, voltamos ao ponto de ônibus e mais uma vez apreciamos o deserto pavimentado. E a sujeira. Nosso ar-condicionado finalmente chegou, atrasado, dentro de um ônibus da CTM. Entramos no ônibus com ar-condicionado, que nos levou a Agadir. Um pequeno táxi, depois de insistirmos em “avec compteur” (com o taxímetro ligado), nos deixou na porta do quarto com ar-condicionado dentro do Hotel Afoud. Se você não tiver nada para fazer, não vá a Taroud. Aproveite o ar condicionado do seu hotel. Um pouco revigorados, caminhamos até a loja deste senhor simpático que vende bebidas alcoólicas para cristãos, muçulmanos e até mesmo ateus apóstatas como eu. Basta levar dirhams suficientes. Agora, cervejas e… você adivinhou? Ar condicionado.
13 de maio de 2015 – Agadir – Dia de folga – Piscina do hotel. A única atividade foi comprar cerveja do fornecedor, meio escondido atrás de montanhas de papel higiênico, que ele exibe orgulhosamente na vitrine. Bem no centro da cidade, na Avenida Hassan II, em frente ao edifício Aït Souss, no distrito bancário — incluo esta informação caso algum viajante esteja com sede. Fui lá às seis da tarde e quase morri de calor. Hoje, ao pôr do sol, às oito da noite, 45 graus Celsius.
14 de maio de 2015 – Agadir – Praia pela manhã. Uma brisa fresca permitiu que eu ficasse algumas horas nas espreguiçadeiras sob o guarda-sol. Ao meu redor, francesas rechonchudas com os seios à mostra. Acho de mau gosto que mostrem os seios em um país muçulmano. Isso é problema delas. A água estava razoavelmente fresca. À tarde, descansei e arrumei minhas malas. Amanhã, se Deus quiser, estaremos em Las Palmas de Gran Canaria. Se Deus quiser. Um bimotor turboélice da companhia aérea Bintercanarias deve nos levar.